ITM Platform - Projects Programs Portfolio
Menu
Language
English Español Português
← Voltar ao Blog

Uma dúzia de técnicas para identificar riscos

Doze círculos dispostos em anel, cada um ligado por uma linha a um sinal de alerta laranja no centro

Três meses depois do início do projeto, um fornecedor importante anuncia que vai deixar de fabricar um componente do qual o seu produto depende. Mais tarde, alguém de compras comenta que o fornecedor vinha dando sinais disso havia um ano. Ninguém tinha perguntado nada a essa pessoa.

Muitos registros de riscos são escritos em uma única reunião, pelo gerente de projeto, de memória. Eles reúnem os riscos que todo mundo já esperava, como um atraso na entrega ou um estouro de orçamento, e deixam de fora aqueles que só alguém de fora da sala poderia ter apontado.

Identificar riscos é encontrar e descrever os eventos que podem afetar os objetivos do projeto antes que eles aconteçam, para que cada um possa ser avaliado e receber uma resposta.

Não existe fórmula que produza uma lista completa. O que existe é um conjunto de técnicas: a IEC 31010:2019, norma internacional sobre técnicas de avaliação de riscos, descreve mais de quarenta. Este artigo reúne doze que uma equipe de projeto consegue aplicar sem um especialista em riscos, agrupadas pelo lugar onde cada uma procura os riscos.

Combine várias, porque cada uma encontra riscos que as outras deixam passar. As técnicas organizam a conversa; quem identifica os riscos é a sua equipe.

As doze técnicas em resumo

TécnicaIndicada paraEsforçoQuem participa
Análise SWOTUma primeira visão amplaBaixoEquipe e direção
BrainstormingMuitas ideias, rápidoBaixoToda a equipe
SWIFTPlanos e processosMédioEquipe e facilitador
Análise de cenáriosProjetos longosMédioEquipe e direção
Listas de verificaçãoTrabalho rotineiroBaixoGerente de projeto
Análise de incidentesFalhas repetidasMédioQuem viveu o problema
Observação diretaPrimeiros sinaisBaixoToda a equipe
Árvore de falhasUm evento que você temeAltoEquipe técnica
Gravata-borboletaRiscos graves e controlesMédioEquipe e dono do risco
EntrevistasOuvir pessoas-chaveMédioUma pessoa por vez
QuestionáriosAlcançar muita genteBaixoGrupo amplo
DelphiOpinião de peritosAltoPainel de peritos

Workshops que trazem à tona os riscos da equipe

1. Análise SWOT

A análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, também chamada de FOFA) é uma ferramenta geral de gestão, e não uma técnica de riscos em sentido estrito. Quase todo mundo a conhece, por isso funciona bem como exercício de abertura.

O valor dela está na amplitude. As fraquezas internas do projeto muitas vezes apontam para ameaças externas, e a coluna de oportunidades lembra a equipe de que alguns eventos incertos merecem ser aproveitados.

2. Brainstorming

O brainstorming é uma das formas mais comuns de identificar riscos: um grupo vai dizendo os problemas possíveis e um facilitador os anota onde todos possam ver. Ele tem três formas principais:

  • Brainstorming livre. As pessoas falam as ideias à medida que elas surgem e aproveitam as sugestões dos colegas para ir mais longe. É rápido, mas as vozes mais confiantes tendem a dominar.
  • Brainstorming estruturado. O facilitador dá a palavra a cada pessoa por vez, qualquer que seja o cargo dela, à custa de um pouco de espontaneidade.
  • Brainstorming silencioso. Cada pessoa escreve suas ideias em post-its ou em um quadro compartilhado, e depois as notas são reunidas e agrupadas. Funciona bem em equipes com integrantes mais calados.

A sessão produz uma lista que alguém precisa digitar depois no registro de riscos. Se a sua equipe usa um assistente de IA conectado pelo servidor MCP do ITM Platform, o assistente pode criar esses riscos no projeto com as suas próprias permissões. Servidor MCP explica a configuração e o que um assistente pode ler e gravar.

3. SWIFT

A técnica estruturada “e se” (SWIFT, sigla em inglês de structured what-if technique) é um workshop conduzido por um facilitador. Ele percorre com a equipe um plano ou um processo, passo a passo, e pergunta o tempo todo “E se…?”: e se o ambiente de testes não estiver pronto, e se a migração de dados levar o dobro do tempo.

Ela costuma partir de uma sessão de brainstorming. Cada risco que aparece é examinado com suas causas prováveis, suas consequências e os controles que já existem, o que também mostra como os riscos dependem uns dos outros.

4. Análise de cenários

A análise de cenários descreve alguns futuros plausíveis e acompanha o que cada um faria com o projeto: um parceiro-chave desiste, a demanda dobra, uma regulamentação muda no meio do caminho. Enquanto a SWIFT examina eventos isolados, um cenário combina várias mudanças em um único quadro.

Ela é indicada para projetos longos, nos quais o contexto tem mais chance de mudar. Para cada cenário, a equipe chega a um acordo sobre o efeito e sobre o que deixar preparado.

Aprender com o que já aconteceu

5. Listas de verificação

Uma lista de verificação de riscos, ou checklist, reúne os riscos que surgiram em projetos anteriores parecidos, e a equipe a revisa item por item. As organizações costumam montá-las a partir das lições aprendidas, às vezes agrupadas por origem: técnica, comercial, organizacional e externa.

As listas de verificação são rápidas e completas para trabalhos conhecidos e repetitivos. Elas só contêm o que alguém já viu antes, então deixam passar o que é novo. Use uma como ponto de partida e pergunte o que é diferente desta vez.

6. Análise de incidentes

Alguns riscos que ninguém identificou vão aparecer mesmo assim durante o projeto. Quando um deles aparecer, analise por que aconteceu e qual foi o efeito no projeto, e registre as duas coisas.

Esse registro passa a ser a base para detectar riscos futuros e para atualizar suas listas de verificação. Quando o mesmo tipo de incidente volta várias vezes, procure uma causa mais profunda.

7. Observação direta

A observação direta não tem um procedimento formal, mas muitas vezes dá o primeiro aviso. Quem faz o trabalho costuma perceber antes: um fornecedor que demora mais para responder, um componente que falha nos testes com mais frequência, uma parte interessada que deixa de ir às reuniões de revisão. Faça com que seja fácil e normal essas pessoas falarem, e trate esses relatos como riscos candidatos.

Em um portfólio, a observação pode incluir os dados. O PMPilot, o assistente de IA integrado ao ITM Platform, responde a perguntas em linguagem natural sobre os dados dos projetos, e um dos exemplos da sua documentação é “Quais projetos estão com problemas mas não têm alertas de risco?”. A resposta aponta riscos que provavelmente existem, mas que ninguém registrou. Análise de dados do PMPilot descreve as perguntas que ele responde.

Seguir as causas e as consequências de um risco

8. Análise da árvore de falhas

A análise da árvore de falhas parte de um evento indesejado, colocado no topo do diagrama, e desce por suas causas no formato de uma árvore invertida. Cada nível pergunta o que poderia provocar o nível de cima.

Os níveis mais profundos chegam às causas das causas. Um atraso na entrada em produção pode ter origem em uma integração atrasada, e esta em uma especificação de interface que não tem dono. Cada ramo é um risco em si, e as causas-raiz são as que vale a pena atacar.

9. Análise gravata-borboleta

A análise gravata-borboleta (bow tie, em inglês) coloca um único risco no centro do diagrama. As causas que podem desencadeá-lo se abrem à esquerda, de forma parecida com uma árvore de falhas, e as possíveis consequências se abrem à direita. Entre umas e outras ficam os controles: controles preventivos do lado das causas, que impedem que o risco aconteça, e controles de mitigação do lado das consequências, que limitam o dano se ele acontecer.

Diagrama gravata-borboleta com as causas à esquerda, o risco no centro, as consequências à direita e um controle em cada caminho

O diagrama deixa as lacunas visíveis, como uma causa sem nenhum controle preventivo. Uma sequência prática é fazer primeiro um brainstorming dos riscos e depois desenhar uma gravata-borboleta para cada um dos principais.

Consultar as pessoas individualmente

10. Entrevistas estruturadas

Em uma entrevista estruturada, você faz as mesmas perguntas preparadas a pessoas de funções e níveis diferentes, com espaço para aprofundar. A sós, as pessoas levantam preocupações que guardariam para si em um grupo, e você pode explorar uma resposta que abre um caminho inesperado.

11. Questionários

O questionário leva a mesma ideia, por escrito, a muito mais gente. Ele se apoia principalmente em perguntas fechadas, o que torna as respostas fáceis de comparar em um grupo grande, ao custo da profundidade que uma entrevista oferece. Use um questionário quando as pessoas que podem saber dos riscos forem muitas ou estiverem espalhadas, e converse pessoalmente sobre as respostas que chamarem a atenção.

12. Técnica Delphi

A técnica Delphi reúne a opinião de especialistas mantendo cada um deles separado dos demais. Cada especialista responde a um questionário de forma independente e anônima. Um facilitador resume as respostas e devolve o resumo ao grupo, e os especialistas revisam suas posições ao longo de várias rodadas, até que elas convirjam.

O anonimato impede que a voz mais experiente ou mais persuasiva conduza o resultado. O custo é o tempo, já que várias rodadas podem levar semanas, por isso a Delphi é indicada para questões de alto impacto.

Quando a lista estiver pronta

A identificação produz uma lista de riscos candidatos, e cada um deles precisa depois de uma avaliação e de uma resposta. O apetite ao risco do cliente define até onde isso vai: um cliente que aceita alguma incerteza no prazo em troca de um preço menor vai querer tratar menos riscos do que outro com uma data de lançamento fixa.

No ITM Platform, cada risco identificado ganha um registro próprio, com uma classificação, uma probabilidade e um impacto, que definem o nível dele em uma matriz de riscos configurável. O registro também inclui um responsável pelo risco, um plano de mitigação, um plano de contingência e as tarefas que o risco afetaria, e o risco pode ser escalado para um incidente se vier a se concretizar. Gestão de riscos e incidentes explica cada campo.

Para ver o que os riscos identificados poderiam causar juntos, a simulação de Monte Carlo atribui a cada risco e a cada estimativa incerta uma distribuição de probabilidade e executa milhares de iterações, mostrando a dispersão das possíveis datas de término ou dos custos. Ela não encontra riscos novos, mas mostra quais dos riscos encontrados pesam mais na data final ou no orçamento.

Próximos passos

  • Experimente o ITM Platform e registre os riscos da sua próxima sessão de identificação, cada um com probabilidade, impacto e planos de resposta.
  • 6 passos para controlar riscos trata do que vem depois da identificação, da análise ao planejamento das respostas e ao monitoramento.
  • Veja como os agentes de IA se conectam ao ITM Platform pelo MCP e trabalham com projetos, tarefas e riscos dentro das suas permissões.
Fique atualizado